23 de setembro de 2014

Onde faço as minhas compras?

Olá! Muito frequentemente amigos e clientes me perguntam onde faço as minhas compras. Muitos dos amigos ficam surpreendidos com a panóplia de produtos que conseguem encontrar nos locais que sugiro e por isso decidi partilhar também convosco! São 5 os locais onde me costumo abastecer, todos eles em Lisboa. São esses locais que me fazem descobrir novos sabores e me dão vontade de procurar novas receitas e técnicas. Espero que se aventurem por eles e que se deliciem tanto ou mais do que eu:) Vamos lá então?

Mercado biológico Campo Pequeno e/ou Príncipe Real:

Estes mercados ocorrem todos os sábados de manhã e são promovidos pela Associação Portuguesa de Agricultura Biológica. O do mercado do Campo Pequeno é mesmo ao lado da Praça de Touros (buuuuuuuhhhhhh), estando de frente para a porta principal da praça a feira fica do lado direito. A do Príncipe Real fica no Jardim do Príncipe Real. Em ambas as feira encontram produtos de excelente qualidade e muito variados, vão lá encontrar frutas e vegetais que nunca viram na vida! 


Feira do Príncipe Real


Mercado de Benfica:

Não é biológico mas vão encontrar muitos pequenos produtores locais com produtos também excelentes! É um mercado à antiga! Enorme, cheio de bancas e vida! AMO! Para além de fruta e legumes, também encontram excelentes leguminosas secas, pão e quejinhos caseiros. Nas portas de acesso existem 2 floristas com preços muito acessíveis e que vendem legumes em sementeira:) Os preços são mais baixos do que o dos frescos nas grandes superfícies e a simpatia dos vendedores contagiante. O mercado fica na Rua João Frederico Ludovice, vindo pela Estrada de Benfica (em direcção às Portas de Benfica), chegando à igreja viram à direita e depois na primeira à esquerda, andam cerca de 250m e estão lá;) Funciona todos do dias de manhã excepto ao domingo.
Produtos  disponíveis no Mercado de Benfica


Miosótis Loja de Produtos Biológicos:

Neste pequeno supermercado podem encontrar tudo o que é produto biológico, não só produtos alimentares mas também detergentes, produtos dermatológicos, óleos essenciais, vinhos, etc etc... Adoro o ambiente familiar desta loja que tem uma secção de produtos frescos fantástica, onde até podem encontrar sementes germinadas. É aqui que costumo comprar frutos secos e cereais integrais a granel. Os preços no geral são mais em conta que outros supermercados biológicos que conheço. Fica na Rua Marquês Sá da Bandeira N16 A, entre o Saldanha e a Gulbenkian e abre de segunda a sábado das 9h às 20h.

Entrada Miosótis
 (fonte: http://www.yelp.pt/biz_photos/mios%C3%B3tis-lisboa-2?select=5n2E-6lwasqTacRGTOxwng#5n2E-6lwasqTacRGTOxwng)


Popat Store:

É nesta loja indiana que compro maior parte das minhas especiarias! Lá encontram tudo o que é especiaria em grão ou moídas e muito mais baratas que nas grandes superfícies. Encontram ainda muitos outros produtos como vários tipos de lentilhas, diversas farinhas, vários leites de coco, folhas de caril, frescos de origem indiana etc etc. Os senhores da loja são super simpáticos e se se sentirem perdidos no meio de tanto produto desconhecido peçam ajuda que eles explicam tudo! Esta loja localiza-se no Centro Comercial Mouraria (no Martim Moniz), saindo do metro pela saída que dá acesso ao centro basta seguir pelo pequeno corredor e vão encontrar a loja no final desse mesmo corredor ao vosso lado esquerdo. O horário de funcionamento é de segunda a sábado das 9h às 20h.


Entrada e Interior da Popat Store


Supermercado Chen:

Neste supermercado chinês podem encontrar tudo o que é produto alimentar asiático. Os produtos que costumo comprar lá são principalmente as massas de arroz e udon, algas, miso e molho de soja. Têm ainda uma pequena secção de produtos frescos onde os amantes de tofu podem encontrar um tofu mole muito bom. Os preços são muito em conta e costumam lá estar duas senhoras chinesas, uma delas quase não fala português mas a que usa óculos fala português fluente e adora explicar como se devem confeccionar os produtos. Não encontrei o horário em lado nenhum mas sei que fecha ao domingo e que de segunda a sábado fecham para hora de almoço (já dei com o nariz na porta nestas duas situações). O supermercado também fica no Martim Moniz, no Poço do Borratém N23/24, se estiverem na praça do Martim Moniz virados para o Hotel Mundial sigam pela rua da esquerda, andem cerca de 200m e numa esquina vão ver o supermercado.


Entrada e Secção Massas do Supermercado Chen










14 de setembro de 2014

Opinião dos livros "Em Defesa da Comida" e "Saber Comer"

Olá! Hoje não é uma receita que venho partilhar mas sim a opinião de dois livros que li a semana passada. 
Os dois livros dos quais vos venho falar são do jornalista cientifico Michael Pollan que tem dedicado os seus últimos 25 anos a investigar e escrever sobre cultura e comida, mais especificamente como estes dois temas são indissociáveis. Os livros que li foram "Em Defesa da Comida" e o "Saber Comer", fiquei com muita vontade de ler o "Dilema do Omnívoro" e o "Cooked" que ainda não está traduzido para português mas talvez me aventure a ler em inglês.
Falando então dos dois livros que li... 
"Em Defesa da Comida" que me custou 2€ na Fnac, explica a evolução da industria alimentar e os seus riscos para a saúde. Adorei! Tem uma linguagem muito acessível e retrata tudo com exemplos práticos. Embora Michael Pollan comprove todos os factos que refere com estudos científicos não peca pelo pensamento dentro da caixa e pouco holístico a que por vezes a ciência obriga. Aliás este autor não é em nada extremista e este foi um dos aspectos que me fez gostar ainda mais do que ele escreve. O tema dos riscos que a industria alimentar oferece à saúde e cultura pode ser um pouco exaustivo, logo penso que este livro se dirige a quem está de facto muito interessado nesta temática. O livro também é muito dirigido à realidade dos EUA, mas as semelhanças com a nossa realidade são muitas. Penso que a maior diferença entre estas duas realidades é que em Portugal beneficiamos do facto de estarmos inseridos numa dieta tradicional, a dieta mediterrânea enquanto os norte americanos não se baseiam em nenhuma dieta tradicional, estando assim totalmente embrenhados na dieta ocidental. 
"Saber Comer", também o comprei na Fnac e custou 8,70€. Este livro refere 64 regras que devemos seguir para nos alimentarmos melhor. São regras muito gerais, nada como "não coma hidratos de carbono depois das 21h" mas sim "Evite produtos alimentares com ingredientes que uma criança do terceiro ano não consiga pronunciar." Este livro é na prática um resumo do "Em Defesa da Comida", e na minha opinião dirige-se a quem não faz mesmo ideia do que é uma alimentação dita saudável. Resumindo acho que se leram o "Em Defesa da Comida" e têm noção do que é uma alimentação natural não vale a pena lerem o "Saber Comer". Se por outro lado estão agora a começar a seguir uma alimentação saudável/natural e precisam de algumas dicas sem quererem entrar numa literatura mais exaustiva, este é o livro ideal.

Quais foram então as ideias gerais que tirei destes dois livros:

  • "Coma comida. Mas não em excesso. Vegetais sobretudo." Esta é a bandeira de ambos os livros.
  • O maior veneno alimentar, não são as gorduras, nem os hidratos de carbono mas sim a comida processada! 
  • No seguimento do ponto anterior, é cada vez mais importante fazer as nossas compras em mercados locais e fugir das grandes superfícies.
  • A forma como comemos é tão importante como o que comemos, por isso comer com prazer é essencial.
  • A nutrição é uma ciência muito recente e ainda temos muito a descobrir... O principal problema desta ciência é que aborda os nutrientes de forma isolada o que nos impede de perceber a sinergia entre alimentos/nutrientes.
  • Existe um novo conceito de dieta alimentar, o flexitarianismo, dieta onde os seus seguidores comem maioritariamente alimentos de origem vegetal mas que por vezes introduzem carne na sua alimentação. Estudos comprovam que os flexitarianos beneficiam das mesmas vantagens a nível de saúde que os vegetarianos.
E é isto, espero que vos tenha despertado o interesse para estes livros e que não achem presunção minha a publicação desta opinião:) Beijinhos





9 de setembro de 2014

Bruschetta Fresca de Tomate, o video!

É com algum embaraço mas também muito orgulho que apresento a primeira video receita da cozinha paralela!
É uma obra de arte da realização? Não, não é... Tive imensas dificuldades, primeiro a câmara gravava o ficheiro com erro, depois o movie maker não funciona no meu pc, depois não sabia por onde começar a editar, depois o programa grátis que encontrei deu-me imensos erros nas transições de imagem, depois tinha vergonha da minha voz a narrar a receita e parecia-me que só dizia parvoíces, e por fim nenhuma música ficava bem de fundo, tanto que acabei por não colocar nenhuma... Para terem uma ideia as dificuldades e receios  foram tantos que andava a cozinhar este video desde o inicio de Julho...
Mas então, com estas dificuldades todas, se insisti é porque a receita deve ser tão complexa que precisa de um apoio visual? Não, nem pouco mais ou menos... É possivelmente a receita mais simples de toda a cozinha paralela mas temos de começar por algum lado e eu decidi começar pelo fácil :P 
Não é o video perfeito mas os próximos serão melhores certamente e foi feito com muito amor para que vejam a comida da mesma perspectiva que eu (literalmente) :) 
A receita é mesmo super deliciosa e super fresca, ideal para o Verão (que a avaliar pelo dia de hoje está a querer voltar) e são só 3m e 40s de filme que espero que arrisquem ver e muito poucos ingredientes que tornam esta receita tão especial.

Para verem o video cliquem na imagem ;)




4 de junho de 2014

Couve Bok Choy com Allho, Soja e Gengibre

Há mulheres a quem oferecem perfumes, malas ou relógios... A outras oferecem couves! Eu estou claramente na categoria das couves :D Pois é, quando me ofereceram esta couve de origem chinesa fui logo investigar a melhor maneira de a cozinhar. Maior parte das receitas que encontrei utilizam molho de ostras e/ou caldo de peixe por isso fiz umas alterações. Na minha modesta opinião o molho ficou excelente! A couve é toda muito tenra por isso cortei só mesmo o fundinho dos talos. Os talos por sinal são muito tenrinhos mas ligeiramente amargos. Se não gostarem muito do sabor amargo cortem um pouco mais dos talos.

E pronto, esta é a minha singela receita de regresso após meses de ausência devido a uma série de circunstâncias profissionais. Costumo ter os dias tão preenchidos que  raramente dá para partilhar o que vou fazendo:( Qualquer dia publico um post só a contar as alterações que a minha vida teve este ano e depois se tiverem paciência lêem:)

Mas vamos ao que interessa, a receita!

Ingredientes:
- 1 couve bok choy
- 1 colher de sopa de óleo de coco
- 4 dentes de alho
- 4 colheres de sopa de molho de soja escuro
- 2 colheres de sopa de água
- Sumo de 1/2 limão
- 1 colher de chá de gengibre ralado
- 1 colher de chá de açúcar mascavado

Preparação:


Separem as folhas da couve, lavem bem e reservem. Aqueçam o óleo de coco e fritem os dentes de alho picados. Quando o alho começar a deitar cheirinho coloquem as folhas de couve e deixem-na cozinhar durante cerca de 2min. Entretanto misturem todos os outros ingrediente numa tigela e mexam bem para fazer o molho. Reguem a couve com 1 colher de sopa do molho que acabaram de fazer. Quando maior parte desse molho evaporar reguem novamente. Repitam este processo mais duas vezes e está pronto:)









10 de março de 2014

Abóbora Hokkaido e Funcho no Forno

Olá pessoal! Embora a Primavera comece já a espreitar, hoje partilho convosco uma refeição ainda um pouco outonal...
Andava muito curiosa para experimentar a abóbora hokkaido, muito apreciada pelos seguidores da dieta macrobiótica. A primeira vez que ouvi falar desta abóbora foi em 2008, quando trabalhei no Boom Festival, tinha como colega a Marta Varatojo da MacroExotic. Nessa altura ainda estava longe de pensar que viria a ser cozinheira, mas já gostava muito de comida e cozinha e já tinha alguma consciência alimentar, por isso sempre que a Marta falava de cozinha e dos ingredientes que usava eu ficava fascinada/curiosa. Lembro-me especialmente de ela falar do gengibre, do miso, da ameixa umeboshi, do arroz integral e da abóbora hokkaido. Aposto que a Marta não faz ideia da influência que teve em mim, mas hoje com este post ficará a saber :P 
Pois é, com o tempo fui experimentando todos os ingredientes, só me faltava mesmo a abóbora hokkaido e nem sei porquê... O miósotis e a feira biológica do Campo Pequeno até costumam ter esta abóbora mas eu não devia estar para aí virada...
Pois que a semana passada aconteceu, provei a dita da abóbora que se come com casca e tudo! Nem vos consigo descrever o quanto gostei desta pequena abóbora. Não sei se gosto mais do sabor ou da textura, mas só vos digo, se ainda não provaram não sabem o que perdem!
Relativamente a esta receita, penso que conseguem ver na foto abaixo, que metade do tabuleiro polvilhei com sal grosso e oregãos e a outra metade com gomásio, preferi a parte polvilhada com gomásio de longe;)
O lado negativo desta receita foi que pela primeira vez utilizei funcho sem ser biológico e digo-vos já que é uma porcaria, não sabe a nada:( E logo eu que amo funcho... Dinheiro mal gasto mesmo...
E pronto é isto, aqui fica a receita. 

Ingredientes:

- 1 abóbora hokkaido
- 1 bolbo de funcho
- Azeite q.b.
- Sal q.b.
- Oregãos q.b.
- Gomásio q.b.

Preparação:

Cortem a abóbora às fatias e retirem as sementes. Disponham a abóbora e o funcho também fatiado num tabuleiro de forno. Reguem com azeite e levem ao forno até a abóbora estar macia. Depois de retirarem do forno polvilhem com os oregãos e o sal ou com o gomásio. E já está:)


5 de fevereiro de 2014

Snack de Alga Kim

Um dos meus colegas no hostel, o William nasceu no Brasil mas os pais são coreanos, ou seja é meio zuca meio asiático :P Ora o William que cozinha muito bem, embora diga que não tem paciência para cozinhar, às vezes presenteia-nos com umas refeições coreanas de comer e chorar por mais (às vezes as lágrimas devem-se à quantidade de picante). No outro dia numa destas refeições apresentou-me esta alga, a alga Kim que é bastante consumida na Coreia. Esta alga é a mesma que enrola o sushi só que tostada, logo fica crocante e temperada com sal. É uma delícia, tem um ligeiro travo a peixe ou mar. Fiquei fã só de a provar simples! Vai daí o William diz que a mãe lhe costumava preparar esta alga com um pouco de arroz branco e temperada com molho de soja e óleo de sésamo. Foi o que bastou para ir directa ao super mercado chinês Chen no Martim Moniz comprar a dita da alga. Ainda lhe juntei umas semente de sésamo tostado e ficou óptimo!  Abaixo deixo a receita e a imagem da embalagem para se se quiserem aventurar.

Ingredientes:
- 1 embalagem de alga kim
- 1 chávena de arroz carolino ou de sushi
- 2 colheres de sopa de molho de soja
- 1 colher de chá de óleo de sésamo
- 2 colheres sopa de sementes de sésamo (eu utilizei pretas e brancas)

Preparação:
Cozam o arroz sem sal. Depois de cozido reservem o arroz até estar completamente frio. Misturem o molho de soja com o óleo de sésamo e tostem as sementes
 numa frigideira durante cerca de 4min.
Na hora de comer coloquem um pouco de arroz em cada pedaço de alga, reguem com o molho e polvilhem com as sementes e já está :) Espero que gostem!






15 de janeiro de 2014

Mac and Cheese

WARNING esta receita não é saudável, aliás mesmo nada saudável! Mas é óptima e super fácil por isso tinha de partilhar. Agora parte de vocês decidir se querem ingerir um monte de calorias em menos de nada ou não:)
Quando via o pessoal a fazer o mac and cheese nos filmes e séries nunca lhe liguei muito... Tudo mudou no dia em que vi uns hospedes lá do hostel  cozinharem um com um aspecto delicioso!
Perguntei a receita por alto e depois por acaso, vi uma receita no food nework, fiz uma fusão das duas e aqui está o resultado!
Tenho só de dizer que a massa que se deve utilizar é a "cotovelos" e não a "espiral" mas era o que havia em casa e tenho a dizer que também ficou óptimo!
Aqui fica a receita...

Ingredientes:
- 4 chávenas de massa cotovelo ou espiral
- 2 chávenas de molho branco (bechamel)
- 2 chávenas de queijo mozzarella
- 1 tomate
- Pão ralado q.b.
- Sal grosso
- 1 colher de chá de azeite

Preparação:

Cozam a massa com uma pitada de sal e um fio de azeite. Depois de cozida reservem a mesma. Num tacho coloquem o molho branco e o queijo em lume brando, vão mexendo até que o queijo derreta e tenham uma mistura homogénea. Depois envolvam a massa nesta mistura ainda em lume brando. Coloquem a massa num tabuleiro de forno e coloquem por cima algumas rodelas de tomate. Polvilhem com pão ralado e levem ao forno até dourar. Fácil, não é?